sexta-feira, 21 de dezembro de 2012


Desoneração deve baratear materiais de construção em 2013



Governo anunciou que comércio varejista de materiais de construção deixará de pagar os 20% de contribuição para o INSS e passará a sofrer desconto de .... Foto: Shutterstock
Governo anunciou que comércio varejista de materiais de construção deixará de pagar os 20% de contribuição para o INSS e passará a sofrer desconto de 1% do seu faturamento como compensação
Foto: Shutterstock
A desoneração do setor varejista deve estimular a criação de empregos no comércio de materiais de construção em 2013. É o que esperam os empresários da área depois que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou, na última quarta-feira, 19, que o segmento deixará de pagar os 20% de contribuição para o Instituto Nacional do Serviço Social (INSS) e passará a sofrer desconto de 1% do seu faturamento.

Para Hiroshi Shimuta, conselheiro da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), muitos empresários acabam restringindo a folha de pagamento por que a contribuição para o INSS torna ela muito onerosa.

"Os maiores beneficiados serão aqueles que empregam mais pessoas, pois estes terão uma economia maior. Por outro lado, também é um estímulo para a geração de novas vagas, já que os custos para isso irão cair", afirma.

Ele também acredita que a medida simplifica as coisas para o comerciante, que não precisa mais ter a preocupação de pagar o INSS, e os descontos passam a vir diretamente da mercadoria. "Os produtos já estão atrelados a um monte de impostos, então não faz grande diferença ter 40% ou 41% de desconto", diz Shimuta.

No entanto, as medidas só começam a valer em abril de 2013, pois a legislação impõe prazo de três meses para alterações em contribuições sociais. Ao anunciar a medida, o Governo Federal disse esperar que o comércio repasse os descontos para os preços. "Todos os comerciantes estão neste momento fazendo contas e vendo o quanto vão economizar, e é bem possível que isso se reflita em benefícios para o bolso do consumidor", afirma o representante da Anamaco.

O Ministério da Fazenda estima que, com essas medidas, o país deixará de arrecadar R$ 1,3 bilhão em 2013 e R$ 2,1 bilhões em 2014, mas terá ganhos na geração de empregos. Até o momento, 41 segmentos da economia foram contemplados com desonerações da folha de pagamento


 

Oferta de imóvel para alugar sobe, mas preço continua alto

21 de dezembro de 2012  07h19A oferta de imóveis residenciais e comerciais para locação na cidade de São Paulo cresceu 28% entre janeiro e novembro deste ano, em comparação ao .... Foto: Banco de Imagens do Estado de São Paulo/Rubens Chiri/Divulgação
A oferta de imóveis residenciais e comerciais para locação na cidade de São Paulo cresceu 28% entre janeiro e novembro deste ano, em comparação ao mesmo período de do ano passado, segundo levantamento feito pela empresa de administração imobiliária Lello
Foto: Banco de Imagens do Estado de São Paulo/Rubens Chiri/Divulgação
A oferta de imóveis residenciais e comerciais para locação na cidade de São Paulo cresceu 28% entre janeiro e novembro deste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento feito pela empresa de administração imobiliária Lello.

Ainda assim, o número de unidades disponíveis permanece em patamar baixo, o que colabora para manter os preços em elevação, avalia o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto.

"Tem um pouco mais de oferta, mas estava faltando muito, então não é o suficiente para abastecer o mercado e impactar no valor do aluguel", concorda a diretora da Lello Imóveis, Roseli Hernandes.

A maior escassez é justamente do tipo de imóvel mais procurado: apartamentos de dois e três dormitórios, com no mínimo uma vaga de garagem, em regiões bem localizadas (preferencialmente próximas a metrô) e com aluguel médio de R$ 2.500. Roseli aponta ainda que há preferência por unidades em condomínio com área de lazer - algo que tem sido mais comum nos empreendimentos novos.

"Os mais novos vêm com conceito de lazer muito grande e muitas vezes com um valor de condomínio mais baixo. A segurança é também um dos pontos que atraem os futuros inquilinos e também compradores", afirma.

Na locação comercial, os mais buscados são os imóveis de grandes lajes, galpões e lojas de rua em regiões de comércio movimentado.

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Empreiteira terá que construir túnel na Vila Olímpia, em SP

21/12/2012


Fonte: Centro Empresarial Camargo Correa (Foto: Buildings
A construtora Camargo Corrêa terá que construir um túnel de 165 metros como contrapartida ao megaempreendimento que vai erguer na Vila Olímpia, na zona oeste de São Paulo.

A obra é uma das 11 exigências da prefeitura devido ao impacto que será gerado no trânsito já saturado da região.

O terreno de 39 mil m², entre a rua Funchal e av. Juscelino Kubitschek, abriga a sede da empresa. O prédio será demolido e no lugar serão erguidas duas torres corporativas de alto padrão, com espaço para lojas e convenções.

As exigências foram elaboradas após estudo técnico da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), que não é divulgado. A empresa precisa cumprir todo o pacote para obter autorização e inaugurar o empreendimento.

A prefeitura ainda exigiu a criação de 4.400 vagas para carros, 14 para fretados e uma área interna para embarque e desembarque. Também está prevista área para bicicletas.

TÚNEL

Orçado em R$ 28 milhões, o túnel vai facilitar o acesso à avenida Cidade Jardim a partir da marginal Pinheiros --local onde o trânsito fica travado com frequência. A obra também vai ajudar quem se dirige ao túnel Max Feffer, no sentido centro.

Este será o primeiro túnel bancado pela iniciativa privada na cidade. A obra já foi aprovada pela CET e pelas secretarias de Obras e do Verde. A estimativa é que fique pronto em cerca de um ano.

A empreiteira também terá que fazer fazer obras em calçadas e colocar placas e semáforos no bairro. A avenida Juscelino Kubitschek vai ganhar uma nova faixa ao lado do empreendimento.

Ao todo, as contrapartidas foram orçadas pela empresa em R$ 45 milhões.



- LISTA DE EXIGÊNCIAS

- implantar sinalização, incluindo restrição de estacionamento, alteração no sentido de circulação e instalação de placas
- implantar guias rebaixadas para deficientes adequação da av. Juscelino Kubitschek, incluindo a construção de uma faixa
- construção de túnel na av. Cidade Jardim, interligando as alças de acesso da marginal Pinheiros com a avenida, no sentido centro
- aumento da passarela Marcelo Frommer até a rua Pequetita
- aumento de calçadas nas ruas Funchal, Pequetita, Senegâmbia e Helena
- construção de calçada no cruzamento das ruas Ramos Batista, Olimpíadas e Fiandeiras
- construção de canteiro central na rua Gomes de Oliveira
- construção de ilhas e canteiro central no cruzamento da rua Funchal com a av. Chedid Jafet e rua Senegâmbia
- implantação de seis conjuntos de semafóros inteligentes, com lâmapadas de LED
- implantação de sistema de detecção veicular em cruzamentos da rua Funchal

-
VIADUTO

Outra obra exigida como contrapartida, o viaduto que vai ligar a avenida Juscelino Kubitschek à marginal Pinheiros segue fechado.

Ele é construído pela WTorre, em contrapartida ao impacto no trânsito provocado pelo shopping JK Iguatemi, na mesma região do novo empreendimento.

A previsão era de que o viaduto fosse aberto no dia 7, a tempo de aliviar o movimento provocado no fim de ano. Não há data para a abertura.

O shopping ficou fechado por dois meses depois de pronto e só foi aberto após a CET emitir um termo parcial que atestou que a WTorre, ao alargar um trecho da marginal, cumprira as contrapartidas necessárias.

Fonte: Folha.uol.com.br

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012


Crédito imobiliário tem espaço para crescer, diz Abecip

Neste ano, porém, o crédito imobiliário passou por uma forte desaceleração. Lazari ponderou que essa desaceleração foi positiva, pois refletiu o freio de arrumação no setor, com as empresas se reorganizando após problemas operacionais "O empresariado ficou mais maduro", disse, acrescentando que o crescimento daqui em diante será mais sustentável, sem grandes variações bruscas.
Em relação aos recursos (funding) para o crédito imobiliário, Lazari disse que eles estão garantidos até ao menos 2015, tendo em vista a desaceleração no setor de construção associado aos bons níveis de captação por meio da caderneta de poupança. "De janeiro a outubro, a captação da poupança somou R$ 27 bilhões", citou. O presidente da Abecip acrescentou que outras ferramentas de funding, como os ''covered bonds'', estão sendo desenvolvidas. "A hora que precisar de crédito alternativo, vamos ter os instrumentos prontos", disse.
Os comentários de Lazari foram feitos nesta quarta-feira durante sua palestra na mesa-redonda sobre as perspectivas para o Brasil e o mercado imobiliário, evento realizado pela Federação Internacional das Profissões Imobiliárias (Fiabci-Brasil) e pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP). 


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Investir em imóveis vale a pena? Veja o que avaliar
Para fechar um bom negócio, é preciso estar atento a uma série de detalhes da transação
 
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Por que investir em imóveis?
O brasileiro continua aplicando seu dinheiro em imóveis. Desde o investidor pequeno, dono de um modesto patrimônio a um megainvestidor da Bolsa de Valores, todos possuem ou sonham em ter ativos no mercado imobiliário. Quando a fortuna dos ricos e famosos vira alvo da curiosidade dos jornalistas, a maior parte do dinheiro está materializada sob a forma de tijolo e cimento. Todo mundo investe em imóveis.

Com o aumento da população das cidades, houve uma enorme demanda por moradia nos últimos 50 anos e paralelamente ao fantasma da inflação, o investidor brasileiro sempre deu preferência para esse tipo de ativo na hora de escolher o destino de suas economias.
Bom ou mau negócio?
Mas será que hoje em dia ter uma carteira de imóveis é um bom negócio? Nos últimos anos, o mercado imobiliário deixou de ser um espaço para amadores e tornou-se cada vez mais um campo altamente disputado, em que poucos conseguem de fato ganhar dinheiro.

Aplicar em imóveis, mesmo com suas grandes particularidades, exige tanto trabalho e pesquisa quanto investir na Bolsa. O mercado passou por uma forte mudança nos últimos anos e apenas os mais qualificados conseguem identificar as boas oportunidades.
Segurança para seu dinheiro
Mesmo com todos esses entraves, até os consultores financeiros mais agressivos sugerem que uma certa parcela de seu patrimônio deve ser aplicada em ativos imobiliários. Apesar da baixa liquidez e da pequena rentabilidade, os imóveis ainda constituem um porto-seguro para o seu dinheiro. São uma estratégia para preservar suas economias dos períodos de alta inflação e de política do governo que prejudicam os investimentos em renda fixa.

Fonte Infomoney:http://www.infomoney.com.br/aprenda/guias/guias-de-imoveis/noticia/251610/investir-imoveis-vale-pena-veja-que-avaliar

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Construir a própria casa vale a pena?
Contratar um arquiteto e um engenheiro costuma ser bastante interessante - mesmo que pareça caro à primeira vista
 
Construir a própria casa possui vantagens e desvantagens. Dá trabalho, mas quando a obra é concluída, os proprietários costumam ficar satisfeitos. Além de ter conquistado a casa própria, eles acabam morando numa bela residência, projetada em função das necessidades da família. Não será preciso fazer reformas para adaptar o imóvel e os acabamentos são do gosto do morador.
Mas essa regra não é infalível. Existem aqueles que pela falta de experiência gastam uma enorme soma de dinheiro num imóvel que acabam não gostando. E se tudo tiver saído conforme as vontades da família, os custos podem ter extrapolado a realidade financeira daquelas pessoas. Dessa forma, o ideal é pensar bem antes mesmo de comprar o terreno, fazendo todos os cálculos para saber se a casa poderá ser construída sem nenhuma dor de cabeça.
Ao gosto do cliente
Os principais pontos positivos do ato de se construir uma casa estão ligados principalmente a fatores emocionais. Nem sempre construir é mais barato do que comprar um imóvel pronto. A diferença é que você irá morar numa casa pensada exclusivamente para sua família. Você terá aquele banheiro que sempre sonhou, um espaço para o closet, uma churrasqueira para reunir os amigos ou então a cozinha que sua esposa sempre quis.
Com tantas possibilidades de personalização, todo cuidado é pouco. Não se esqueça de que um dia o imóvel poderá ser vendido. E nesse caso todos aqueles itens que você não abre mão de ter na sua casa podem afugentar os compradores potencias. Puxadores dourados e acabamentos carregados imitando palácios franceses podem não ser os melhores para uma casa de dois dormitórios. No que diz respeito à divisão do imóvel, tente seguir ao máximo a tendência da vizinhança. Não é questão de ser conservador. Basta ter bom senso.
Programando sua obra
Outro ponto positivo na construção de uma casa é que você pode avançar na obra conforme suas possibilidades financeiras. Se num mês houver mais dinheiro disponível, é possível acelerar o processo. E se ocorrer algum problema, ainda resta a possibilidade de interromper temporariamente a obra.
Por outro lado, na etapa do projeto, o importante é ser realista e pensar numa residência dentro das suas posses financeiras. Não adianta querer construir uma casa grande demais se você não tiver o dinheiro para isso. Não se iluda pensando que um dia a obra ficará pronta. Mais vale construir uma casa menor, e quando você tiver mais dinheiro, partir para outro imóvel.
Também é importante salientar que construir uma casa demanda tempo do proprietário. Claro que existem muitos que gostam de passar os fins de semana visitando a obra e passeando por depósitos de materiais de construção. Você ainda terá que discutir (e também brigar) com pedreiros, pintores e azulejistas por quaisquer problemas que poderão surgir na sua obra.
Contratar um arquiteto custa caro? A resposta é simples: não. Ao contrário do que a maioria pensa, contratar um arquiteto para projetar sua casa ou reformar seu apartamento não custa caro. Há algumas décadas, esses profissionais eram escassos no mercado e o preço era alto. Em São Paulo, por exemplo, o número de arquitetos formados nos anos 50 era de apenas três por ano, em média. Era natural que eles cobrassem mais pelos projetos, uma vez que a concorrência era menor.
Com poucos profissionais no mercado, havia ainda certo preconceito e obscuridade nesse ramo. Não se sabia ao certo qual era o papel do arquiteto dentro de uma obra. Os proprietários que faziam o "projeto" da casa e encomendavam ao engenheiro-arquiteto apenas a execução. Mesmo que hoje o quadro nessa área não seja muito diferente, há maior aceitação do arquiteto e, além disso, o preço do projeto tornou-se muito menor. Com a proliferação de escolas de arquitetura pelo país e o aumento das vagas daquelas já existentes, o preço desses profissionais despencou.
É fácil identificar uma residência projetada por um arquiteto e outra por uma dona de casa. Na última o gosto geralmente é mais duvidoso e o espaço, mal dividido. Portanto, ter o imóvel projetado com "a sua cara" pode dificultar sua venda posteriormente. Por outro lado, o arquiteto tende a ter um gosto mais universal, o espaço é mais bem utilizado e os materiais escolhidos são mais adequados na execução da obra.
Mesmo quem não está pensando em vender uma casa que ainda não saiu da prancheta precisa entender que uma família muda de necessidades ao longo dos anos e (na maioria das vezes) de padrão socioeconômico, para cima ou para baixo. E uma casa bem construída, com um traço de bom gosto, é infinitamente mais líquida no mercado imobiliário do que aquela feita com os caprichos da dona.
Não estamos tratando de arquitetos famosos, consagrados no exterior e nem com uma coleção de prêmios de arquitetura. O profissional em questão é o arquiteto médio, com uma boa formação e certa experiência em projetos. Claro que é impossível definir um valor exato. Tudo vai depender do tamanho da obra e do nível de detalhamento.
Vale a pena contratar um engenheiro?
Até aproximadamente 20 anos atrás, quando uma família de classe média ia começar uma obra, o ritual era o mesmo. Chamava-se um desenhista ou projetista, que na maioria das vezes não tinha diploma de arquiteto muito menos de engenheiro. Palpites eram dados na hora da criação e, concluída essa fase, era a vez do engenheiro entrar. O problema era que ele apenas assinava o projeto para a aprovação na prefeitura. Não fazia mais nada. Pagava-se apenas pela sua assinatura.
Atualmente a classe média continua adotando esse mesmo procedimento ao construir uma casa, mas tem buscado cada vez mais a orientação de um profissional na área. E muitos têm ficado contentes com a consultoria de um engenheiro. Principalmente no que se refere aos custos da obra. Ao contrário do que muita gente pensa, a contratação de um engenheiro, além das questões técnicas específicas, ajuda na redução dos custos de uma obra.
Contratar mão-de-obra, comprar materiais e ainda fiscalizar a construção não é um trabalho simples. É para isso que existem milhares de profissionais especializados. Quem nunca soube de alguém com enormes dores de cabeça durante uma obra? Pedreiros que somem na metade da construção, materiais desperdiçados (ou senão mal comprados), roubos sérios dentro do canteiro de obras. Esses são apenas alguns exemplos dos problemas que podem surgir.
No que diz respeito à compra de materiais, as empresas de engenharia têm a possibilidade de adquirir material por um preço abaixo do mercado. Os depósitos de materiais de construção possuem departamentos exclusivos para atender a pessoas jurídicas, oferecendo descontos que vão de 8% a 10% em relação ao preço para os demais clientes.
Como em qualquer prestação de serviços, ter referências de um profissional ou de uma empresa de engenharia é fundamental antes de se começar a obra. Existem diversos casos de clientes que tiveram danos financeiros e sofreram processos na Justiça por conta da incompetência e da desonestidade de profissionais dessa área.
Lembre-se de que o proprietário da obra é responsável por tudo que acontece dentro de sua obra. Ou seja, se a construtora deixar de fazer algum pagamento, a Justiça irá procurar o dono da obra, que é o beneficiário final no processo. Isso tanto no que diz respeito ao salário de funcionários ou do pagamento a fornecedores.
Outro item a ser analisado antes de se fechar negócio com uma empresa, fora a idoneidade, é a situação atual de seu quadro técnico. Não basta apenas verificar o histórico no currículo da construtora. É preciso ver se durante toda a obra haverá profissionais capacitados para acompanhar todo o processo de execução. Quando o mercado está parado, as empresas demitem mão-de-obra e o que pode acontecer é sua obra ser gerenciada por um estagiário ou mesmo por um engenheiro recém-formado, sem experiência nesse assunto.


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Os prós e contras de imóveis usados ou na planta
O apartamento deve ser escolhido de acordo com as necessidades do comprador; no caso de imóveis na planta, é necessário cuidado redobrado
 
Existe um grande preconceito em relação a imóveis usados no País, principalmente se for um apartamento. As famílias sempre dã preferência a um imóvel novo, de preferência recém-inaugurado. Mas paga-se mais por isso. A justificativa, além do conforto de morar numa casa nova, está no bolso.
Um imóvel novo dificilmente terá que passar por reformas ou reparos de encanamento ou instalações elétricas. Geralmente também não terá uma planta antiquada, que atenda às necessidades de uma família de 50 anos atrás. Em outras palavras, um imóvel novo serve melhor a uma família contemporânea e não traz dores de cabeça.

O problema é que imóveis novos são mais caros que imóveis antigos e, geralmente, são menores. Por outro lado, possuem mais vagas na garagem, cozinha e banheiros mais modernos e acabamentos mais funcionais. E se estivermos falando de um edifício, isto implica em menos dinheiro gasto com manutenção de elevadores, infiltrações e problemas com a instalação elétrica. Entre os itens que mais valorizam um imóvel, a idade e quantidade de vagas na garagem estão em posição privilegiada. Quanto mais novo for o edifício e maior for o número de vagas, mais caro é o apartamento.

Ainda assim, existem aqueles que não abrem mão do charme e do espaço oferecido por um apartamento mais antigo. Pessoas mais velhas ou jovens estudantes, que fazem tudo à pé, preferem apartamentos mais velhos, bem localizados e sem vagas na garagem. E há pessoas que detestam edifícios antigos, e preferem morar em apartamentos pequenos, com aspecto de recém-construído, e obviamente com mais vagas na garagem. Tudo questão de estilo de vida.

Apesar de um imóvel novo já ser mais caro em comparação a um antigo, existe a possibilidade de seu preço subir ainda mais. Esse fator está relacionado à localização do imóvel. Imóveis novos em regiões novas tendem a sofrer uma grande valorização no longo prazo. Um imóvel mais antigo, numa região já estabilizada, tem menor potencial para ter um acréscimo de preço, a menos que seja uma região antiga e desvalorizada, que está passando por um processo de revitalização, como é o caso do centro de São Paulo.
Custos devem caber no seu bolso
Muitas famílias enxergam com maus olhos as oportunidades imobiliárias ainda na planta porque temem que a incorporadora não seja capaz de entregar o imóvel conforme prometido ou a obra tenha problemas durante a fase de execução. Mesmo assim, existem algumas vantagens de se adquirir um imóvel na planta. Se o preço do imóvel subir durante os anos de construção, por exemplo, o comprador terá um ganho financeiro representativo, já que, até a entrega das chaves, só costuma ter de pagar 30% do valor do imóvel.
Só preste muita atenção à construtora ou incorporadora que será responsável pela obra. As reclamações por atrasos têm crescido muito nos últimos anos. Além da tradição, o importante checar a idoneidade da empresa em sites de reclamações de consumidores.
Outra vantagem de comprar um apartamento na planta é justamente a possibilidade de fazer alteração no projeto. Essa alternativa pode ser interessante se você é daqueles que gosta de acabamentos bem personalizados.

Imagine que se o apartamento já estiver pronto e você for exigente, muito dinheiro será gasto na troca de pisos, azulejos, luminárias e outros detalhes que fazem a diferença na hora que você for morar no imóvel. Além do montante gasto, outro problema é a dor de cabeça com a obra. Melhor deixar para mudar paredes, ampliar o banheiro ou construir um cozinha americana quando a obra ainda não estiver pronta.

Outro ponto positivo de um imóvel na planta é o preço. Normalmente, em comparação ao preço de um apartamento novo e pronto, o desconto fica por volta de 20%, mesmo pagando todas as despesas de administração para a construtora.

Cuidados ao escolher o apartamento
A maior preocupação de quem está comprando um imóvel na planta é a possibilidade da construtora ir à falência. Considerando o que ocorreu no Brasil em décadas passadas, não é nenhum exagero comprar um apartamento tendo em vista a empresa que está realizando a obra. E não basta a construtora ser grande e ter tradição no mercado. É preciso verificar a situação financeira da empresa e checar os processos que ela pode estar sofrendo na Justiça.

Algumas empresas apresentam um rápido crescimento de suas atividades e acabam se endividando de uma forma arriscada. Se os gestores da construtora não souberem administrar os passivos da empresa, quem acaba sofrendo os aspectos negativos são os compradores de imóveis.

Outra conseqüência da má gestão dos recursos de uma construtora ou incorporadora são os atrasos na obra. Além de a família demorar mais para receber as chaves do imóvel, é preciso contabilizar os gastos que ela terá com aluguel e o custo de ter o dinheiro parado, engessado num imóvel inacabado, não rendendo juros.

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